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A Feira do Livro na cidade contou com a apresentação do livro “Cabelo Ruim?” e também com as oficinas de trança afro

Por Neusa Baptista

Jéssika Lara (em pé à direita com  blusa laranjada/preta) ministrando a oficina de trança afro:
Jéssika Lara (em pé à direita com blusa laranjada/preta) ministrando a oficina de trança afro

O Projeto Pixaim está deixando sua marca no município de Alto Araguaia, onde está oferecendo oficinas de tranças afro e de bonecas negras. A ação integra a programação da Feira do Livro de Alto Araguaia, que está acontecendo junto ao Festival Náutico da Cidade. Nessa quarta-feira (1º) houve exposição do livro “Cabelo Ruim?”, na Tenda Literária, onde se reuniram vários escritores mato-grossenses.

Como parte da programação realizada pelo Projeto Pixaim, foi oferecida oficina de tranças afro, com a trançadeira do Ponto de Cultura Pixaim, Jéssika Lara, que atraiu principalmente as adolescentes da cidade. Entre elas, a estudante Lara Kallyê Marques Cunha, de 14 anos, que procurou a oficina porque sempre gostou de tranças e já faz planos para o futuro. “Aprendi e agora vou fazer no cabelo das minhas amigas. Mas se treinar mais, posso estar trançando aqui no Carnaval de rua, por exemplo”, disse ela.

Neusa Baptista (no meio) com duas particpantes do evento
Neusa Baptista (no meio) com duas particpantes do evento

Ao seu lado, a também estudante Caroline Leles Gomes, de 14 anos, procurou o espaço literário para conhecer e conversar com os escritores. Mas acabou se encantando com as tranças. “Gosto de ler, adorei o livro Cabelo Ruim. Quando vi as tranças, vim fazer porque acho sofisticado. Posso começar a fazer de amiga em amiga até expandir e chegar a fazer como vocês, que ministram cursos fora da cidade”, refletiu ela.

Nesta quinta-feira (2), o Projeto Pixaim oferecerá oficina de bonecas negras, com a artesã Iraci Gomes, também oficineira do Ponto de Cultura Pixaim. A atividade é gratuita e vai levar à tenda literária alunos de escolas públicas e artesãos da cidade.

Fotos: www.ronibacana.com.br

Jovens e adolescentes que freqüentam as oficinas de dança no CECC fizeram apresentação artística e alguns deles deram uma “voltinha” de helicóptero

Por Ederson Déka

Grupo de dança da CUFA Cuiabá
Grupo de dança da CUFA Cuiabá

A Central Única das Favelas de Cuiabá (CUFA Cuiabá) é compromissada com a sociedade tanto com trabalhos ligados à cultura e à cidadania. Diante disso, a instituição participou nesse último domingo, 29, do Mutirão da Cidadania no Comando Geral PM/MT, levando para o evento a apresentação do grupo de dança CIA Estilo de Rua, formado nas oficinas de dança realizadas no CECC (Centro Esportivo e Cultural CUFA Cuiabá), localizado no bairro São João Del Rei, que está sob coordenação do experiente professor Gleiberson Gandara (26).

“Convidamos o grupo de dança da CUFA Cuiabá para esse evento, pois já conhecemos o trabalho deles na região e percebemos que iria contribuir para essa ação. Com isso, poderemos conhecer a linguagem da juventude que mora nos bairros onde está instalada nossa base. Sabemos que a instituição trabalha diretamente com esse púbico e uma integração entre a da Base Comunitária de Segurança do bairro São João Del Rei com a instituição otimizará nosso trabalho nessa localidade”, destacou o Comandante da Base Comunitária, Capitão Marcelo Moraes.

Capitão Moraes (à esquerda) e o professor Gleiberson conversando sobre os projetos de dança da CUFA
Capitão Moraes (à esquerda) e o professor Gleiberson conversando sobre os projetos de dança da CUFA

Ao comentar sobre a participação do grupo de dança, o professor Gleiberson disse que a participação dos jovens e adolescentes, no Mutirão da Cidadania, fortaleceu ainda mais os trabalhos desenvolvidos no CECC. “Quando comecei esse trabalho algumas pessoas disseram que era perda de tempo ensinar dança na região, pois afirmavam que os jovens e adolescentes eram indisciplinados, mas insisti e hoje tenho uma equipe formada .Ela tem a capacidade  de apresentar todo fim de semana, pois a dedicação deles é surpreendente; agradeço a equipe da CUFA Cuiabá por essa oportunidade e também ao Capitão Marcelo por reconhecer e acreditar nesses meninos e meninas que possuem talento sem igual”.

Para fechar a participação do grupo no evento, houve um sorteio de três alunos da oficina de dança para um passeio de helicóptero. A felicidade ficou estampada nos olhares de Ariabillye Keiryan (15), moradora do bairro Nova Milênio, Karolayne Ferreira (12) e Mateus Costa (13), ambos moradores do bairro São João Del Rei,que alçaram vôo e tiveram uma visão privilegiada da nossa linda Cuiabá.

Ariabillye Keiryan da oficina de dança da CUFA se preparando para dar um passeio de helicóptero
Ariabillye Keiryan da oficina de dança da CUFA se preparando para dar um passeio de helicóptero

“A proposta de trabalho da CUFA Cuiabá é dar visibilidade para todos os participantes dos seus projetos, oportunizando isso por meio de ações e eventos que divulguem a qualidade artística da comunidade onde ela está inserida e também cria espaços de discussão sobre o acesso aos bens culturais”, reforça Karina Santiago, coordenadora de Projetos da instituição.

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O projeto retorna com todo gás para proporcionar à comunidade apresentações artísticas de qualidade e intervenções culturais

Por Ederson Déka

Grupo Os Correria do Rap em apresentação

A Feirinha Cultural, projeto desenvolvido pela CUFA Cuiabá na feira popular do Osmar Cabral, às quintas feiras, ficou com suas atividades suspensas por alguns dias e agora retornou com força total. O novo palco dessa intervenção cultural é a arena pertencente a um dos líderes comunitários da região, Dito Labamba, que compreendeu a importância de ações desse tipo e cedeu o local para a realização costumeira do evento.

Nessa última quinta, 25, a Feirinha Cultural abalou as estruturas da localidade, trazendo apresentação inédita do grupo “Os Correria do Rap”, formado nas oficinas de MCs no CECC (Centro Esportivo e Cultural CUFA Cuiabá), localizado no bairro São João Del Rei, coordenada pelo rapper André 33. As oficinas são realizadas às segundas, quartas e sextas das 14h às 17h. Ele aproveitou a oportunidade e lançou sua música de trabalho “Minha esperança é sair”, produzida no Estúdio Nova Guarda (CUFA Cuiabá), tendo como seu Produtor Artístico Paulo Ávila (coordenador da CUFA-MT), mais conhecido como Linha Dura.

Família reunida participando da Feirinha Cultural
Família reunida participando da Feirinha Cultural

Os jovens integrantes do grupo “Os Correria do Rap” se mostraram satisfeitos e entusiasmados com a apresentação. “Estava nervoso, mas logo o sangue ficou frio até na alma ao ponto de chegar ao coração. Essa foi a primeira de muitas apresentações”, destacou o adolescente Gabriel Junior (15), codinome “Calango Loko”. Um dos mais satisifeitos foi o Jovem Pablo da Silva (16), vulgo MC Madruga. “Foi lindo! Agora vamos ensaiar com mais afinco para na próxima, estarmos bem afinados. Nunca imaginei que um dia iria me apresentar nesse espaço”.

Já André, que também é membro da CUFA Cuiabá, disse que os meninos são dedicados, disciplinados nas atividades e têm tudo para crescer e destacou: “Eu vim da cidade de Barra do Garças para Cuiabá construir um sonho pessoal, gravar um CD, mas percebi que, além de conquistar um ideal pessoal, posso também, junto com eles, apresentar para a ‘gurizada’ que freqüenta o espaço que o rap é uma cultura que transforma”.

Artesão ,conhecido por "Neguinho", curtindo o evento
Artesão ,conhecido por “Neguinho”, curtindo o evento

A Feirinha Cultural também atraiu artistas de rua, como o artesão popularmente conhecido por Neguinho, que faz esculturas na madeira. “Isso demonstra a importância de espaços para a divulgação de artistas como ele e outros que estão no anonimato na comunidade”, comentou Karina Santiago, coordenadora de Projetos da CUFA Cuiabá.

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Feirinha cultural traz grupo de rap em formação

Por Neusa Baptsta

Os Correria do Rap

Os Correria do Rap

Os ‘Correria’ do Rap. Mais do que um grupo de rap, um pequeno sonho que está sendo gestado no interior da Oficina de Rap, uma das ações da Central Única das Favelas de Mato Grosso (CUFA-MT). As primeiras rimas desta garotada da região do bairro Osmar Cabral poderão ser conferidas já nesta quinta-feira. Eles serão uma das atrações do Projeto Feirinha Cultural, realizado pela CUFA-MT nas noites de quinta, durante a feira livre do bairro Osmar Cabral.

A Feirinha Cultural é uma idéia que já ganhou a simpatia da população local. A cada semana, novas atrações culturais são levadas para a feira, agregando ao já movimentado cenário, um pouco de música, tranças afro realizadas pelas alunas do Ponto de Cultura Pixaim, discotecagem, dança e tudo o mais que estiver à mão e o que a comunidade quiser mostrar.

Neste caso, a atração principal da noite serão os Correria do Rap, grupo de seis “meninos” ,que vão levar para o palco (ou para a rua) composições que estão em fase de acabamento, resultado da Oficina de Rima. À frente da oficina outra figura que está surgindo na cena rap local, o MC André33, natural de Barra do Garças, ele mesmo um aprendiz, de rap e de vida. André integra a equipe da CUFA-MT e decidiu realizar a oficina de rima para oferecer uma atividade aos jovens que freqüentavam o Centro Esportivo e Cultural da CUFA-MT, no São João Del Rei. “Muitos vinham jogar bola e ficavam aqui, conversando, esperando como se estivessem esperando algo acontecer. Por meio do rap, não temos somente a pretensão de ser um grupo musical comercial, mas principalmente mudar vidas”.

Esta também é a expectativa do estudante Pablo da Silva Monteiro, o MC Madruga, de 15 anos. Morador do bairro Novo Milênio, ele conta que sempre teve o sonho de cantar, e tem como ídolos figuras como os Racionais MCs, e os músicos do Espaço Rap. “Espero ter um futuro cantando rap; hoje já observo uma mudança na minha vida, antes não tinha o que fazer na rua e agora visualizo coisas diferentes. Basta querer e ter força de vontade”.

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O Ponto de Cultura Pixaim dá seguimento aos seus trabalhos e abre inscrições para formar novas profissionais

Por Neusa Baptista

Começa neste dia 18 (quarta-feira), a nova turma da oficina de bonecas oferecida pelo Ponto de Cultura Pixaim, ação integrante do Projeto Pixaim, coordenado pela Central Única das Favelas de Mato Grosso (CUFA-MT).

Na oficina, as alunas aprendem a confeccionar um tipo diferenciado de boneca, que traz em seu conceito a valorização da estética negra, uma forma de se contrapor aos modelos padrão de beleza usualmente apresentados às crianças. “Além disso, esta é uma proposta de geração de renda para estas mulheres, muitas das quais estão desempregadas ou são donas de casa e querem algo novo para suas vidas. Estamos trabalhando dentro do conceito da Economia Solidária, o qual preconiza o comércio igualitário, o preço justo”, comentou uma das coordenadoras do Projeto, Neusa Baptista.

Na última semana, três novas alunas do curso se formaram e devem integrar o núcleo de artesãs do Ponto de Cultura Pixaim, que já está em funcionamento. Por meio do núcleo, está sendo montado um ateliê, o qual vai atender à demanda existente por bonecas negras e outros acessórios.

“Este curso vai me ajudar a dar continuidade ao trabalho que já desenvolvo com meus alunos, onde dialogo sobre questões como o preconceito racial com o uso do livro ‘A boneca preta’ . Vou continuar a vir para aprender a fazer outros tipos de bonecas para ensinar aos alunos”, comentou a professora Erika de Souza Luz, moradora do bairro Osmar Cabral.

A aposentada Vanilda Pereira Souza está animada a dar continuidade à sua formação, pois já fez vários cursos, entre eles E.V.A., tricô, crochê e pintura em tecido. Porém, com o tempo, os conhecimentos adquiridos foram se perdendo. “Quero continuar para não esquecer como se faz bonecas. Tenho em casa muitos retalhos, que vou usar para fazê-las”, disse ela, que vive no bairro São João Del Rei.

As oficinas de bonecas negras acontecem às quartas-feiras e sextas-feiras,  das 14h às 17 h. Mais informações: 3665 1064.

A abertura da 11ª Copa da Juventude foi marcada pelo protagonismo dos jovens esportistas e dançarinos da CUFA Cuiabá

Por Ederson Déka

Atletas e expectadores se preparando para cantar o Hino Nacional
Atletas e expectadores se preparando para cantar o Hino Nacional

“Fazer uma apresentação em um evento como esse é muito importante, pois além de apresentarmos o que aprendemos, diariamente, divulgamos o excelente trabalho social desenvolvido pela CUFA na região que moro. Infelizmente, algumas pessoas ficam de longe criticando aquilo que nem conhecem, tenho certeza que nossa presença na abertura da Copa da Juventude dará mais visibilidade para todos os nossos trabalhos e fico mais animada para sair da minha casa e ir ao CECC (Centro Esportivo e Cultural CUFA)”, afirmou a estudante e aluna da oficina de dança da CUFA Cuiabá, Aline dos Santos Ferreira (14), moradora do bairro São João Del Rei, local onde está instalado o Centro Esportivo, sede da instituição.

A abertura da 11ª Copa da Juventude competição organizada pela TV Centro América, foi marcada por grande entusiasmo. O evento teve a participação tanto dos competidores como de seus familiares e do público em geral, esses que prestigiaram a competição.

Esportista faz o juramento da 11° Copa da Juventude
Esportista faz o juramento da 11° Copa da Juventude

Logo em seu primeiro dia, apresentou grandes talentos do Futsal de diversas escolas públicas e privadas. Todos puderam assistir nos intervalos a apresentação do grupo de dança da CUFA Cuiabá, que deu brilho e um tom de inovação em eventos esportivos. As atividades tiveram seu início a partir das 19h, no ginásio Verdinho CPA I.

“Esse ano, resolvemos inovar. O tema gerador da Copa da Juventude é Responsabilidade Social, digo isso porque propomos para as escolas participantes que somente alunos matriculados a pelo menos seis meses poderiam participar da competição. Em relação a apresentações artísticas nos intervalos da abertura é um meio de unir esporte e cultura, duas pastas indissociáveis e, nada melhor que a CUFA para desenvolver essa atividade, pois a temos como parceira e, além disso, seu compromisso social é muito forte”, comentou Marcelo Werner, coordenador estadual de Marketing da TVCA de Mato Grosso.

Apresetação do Grupo de Dança da CUFA Cuiabá
Apresetação do Grupo de Dança da CUFA Cuiabá

A coordenadora de Projetos da CUFA Cuiabá,Karina Santiago, destacou que os participantes do grupo de dança da CUFA Cuiabá ficaram satisfeitos, pois esse é o segundo evento de grande expressão o qual eles participam. O primeiro foi o Dia da Esperança (31/07) também promovido pela TVCA. “Isso tudo só vem e veio a contribuir para o protagonismo dos adolescentes participantes que vêem na cultura um espaço de mudança, isso é sensacional e, além disso, fortalece ainda mais o trabalho da nossa instituição”, reforçou Karina.

As oficinas de dança da CUFA Cuiabá acontecem no Centro Esportivo e Cultural CUFA Cuiabá, localizado no bairro São João Del Rei, às terças, quintas e sábados das 13h às 17h, os ritmos desenvolvidos na oficina são: Street Dance, Axé, Rebolation e Hip-Hop. As atividades são coordenadas pelo professor de dança Gleiberson Gandara (26), morador do bairro São João Del Rei.

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A escola Zélia Costa comemorou o dia do estudante oferecendo para o contexto escolar cultura, informação e formação pessoal

Por Ederson Déka

Katiane Rodrigues orientando participantes da oficina de trança afro
Katiane Rodrigues orientando participantes da oficina de trança afro

O dia do Estudante, 11/08, foi marcado por muitas ações em todo o Brasil. Em Cuiabá, a escola estadual Zélia Costa, localizada no bairro Jardim Presidente II, aproveitou essa data importante e realizou, no período matutino, o evento na comunidade escolar com o tema: “Escola nota 10”, e o Ponto de Cultura Pixaim (CUFA-MT) participou, levando as oficinas de trança afro com a aluna do Ponto de Cultura Pixaim, Katiane Rodrigues (24), e de leitura, com a coordenadora do Projeto Pixaim, Neusa Baptista.

“Esse evento é uma iniciativa conjunta de todos os membros do corpo escolar, pois o objetivo é criar um ambiente agradável de aprendizado e também promover o acesso aos bens culturais. Na escola Zélia, discutimos cotidianamente a questão dos preconceitos e seu fator negativo no contexto de aprendizado. E a CUFA trouxe para nós algo diversificado, que despertou o interesse dos alunos”, afirmou a diretora, Marli Cecília Santana da Costa.

As atividades oferecidas nesse dia foram diversificadas, desde a presença da equipe do PSF (Programa Saúde da Família) do Residencial Coxipó I até plantão ENEM, oferecido pelos professores da escola Zélia Cardoso.

Já a CUFA-MT levou a riqueza histórica e artística das tranças afro, que despertou interesse no público atendido. “Tenho alguma experiência com a trança embutida, mas não havia trançado cabelos dessa forma, onde a exigência é maior, pois o resultado é impressionante. Depois de trançar o primeiro cabelo, percebi que não tem mistério, a única coisa necessária é a dedicação e isso eu tenho”, destacou a estudante Karine Rayane de Jesus (16), moradora do bairro Getulio Vargas. Ela surpreendeu os participantes da oficina com sua capacidade de aprendizado.

Apresentação das ações do Ponto de Cultura Pixaim (CUFA-MT) para os alunos da escola Zélia Costa
Apresentação das ações do Ponto de Cultura Pixaim (CUFA-MT) para os alunos da escola Zélia Costa

“É maravilhoso ver que as oficinas dão resultado tão rápido. A adolescente Karine demonstrou não só para nossa equipe, mas para todos os participantes da oficina que não existe nada difícil, mas apenas novo. Nosso objetivo com essas ações é formar um núcleo de trançadeiras no estado de Mato Grosso e tenho certeza que podemos contar com essa adolescente, pois nossa proposta é multiplicar e não monopolizar conhecimento e também formar empreendedores” comentou Karina Santiago coordenadora de projetos da CUFA Cuiabá.

Em contrapartida a oficina de leitura propôs a discussão acentuada sobre aceitação. Ela foi desenvolvida com a leitura comentada do livro “Cabelo Ruim?” de Neusa Batista, coordenadora do Ponto de Cultura Pixaim e articuladora da oficina. “Sou branca e tenho uma filha mestiça, mas ela se declara negra, ou seja, assume sua origem, pois o pai dela é negro. Sofre preconceitos na escola por isso, mas ela lida bem com esses acontecimentos. Na leitura do livro percebi que as personagens Ritinha, Tatá e Bia aceitaram suas origens e também o seu cabelo, percebi que mesmo sem ler o livro minha filha já havia passado por esse processo” reforçou a professora Andreza Morais (33), moradora do Jardim Gramado.

Oficina de leitrura do Ponto de Cultura Pixaim
Oficina de leitrura do Ponto de Cultura Pixaim

Os fundamentos do Ponto de Cultura Pixaim é levar a discussão da aceitação de si e do outro. Alicerçado pelas proposições da Economia Solidária que tem com um dos seus alicerces o protagonismo individual que culmina no resultado coletivo.

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As atividades oferecidas nesse dia foram diversificadas, desde a presença da equipe do PSF (Programa Saúde da Família) do Residencial Coxipó I até plantão ENEM, oferecido pelos professores da escola Zélia Costa.

Alunas da oficina de trança afro do Ponto de Cultura Pixaim tiveram a oportunidade de demonstrar sua versatilidade criativa

Por Ederson Déka

Crianças atendidas pela Creche Lais Amicucci apresentando o novo penteado
Crianças atendidas pela Creche Lais Amicucci apresentando o novo penteado

“A proposta do Ponto de Cultura Pixaim (CUFA-MT) é promover o protagonismo por onde passa. Ações como essa realizada na Creche Municipal Lais Amicucci Soares Martins, do bairro Novo Milênio, fazem parte da dinâmica do projeto de interação social com a comunidade e, além disso, proporcionam para as participantes da oficina de trança a oportunidade de mostrar o que já aprenderam”, destacou Neusa Baptista, coordenadora do projeto Pixaim, da Central Única das Favelas cujas ações acontecem no Centro Esportivo e Cultural da CUFA-MT (CECC), no bairro São João Del Rei, em Cuiabá. Como parte das ações do Ponto de Cultura Pixaim, a CUFA-MT levou para a creche as alunas das oficinas de tranças afro realizadas no CECC para trançar a comunidade gratuitamente.

Os trabalhos na Creche Municipal foram realizados na última terça-feira. Participaram dessa intervenção as alunas da oficina de trança do Ponto de Cultura Pixaim, com a orientação de Delânia Neris, monitora da oficina de tranças.

As mães também receberam tratamento vip
As mães também receberam tratamento vip

“Eu estou achando muito importante a nossa participação em ações fora do espaço onde acontece a oficina. No local onde moro não consigo trançar o cabelo de ninguém, pois na vizinhança a maioria é homem. Na creche está sendo diferente, além do cabelo das crianças as mães podem ter os cabelos trançados. Deveríamos sempre ir onde o povo está, pois só praticando todos os dias que desenvolveremos muito mais nossa habilidade em trançar”,comentou a aluna da oficina de trança Ana Paula Teotônio (25), estudante e moradora do bairro São João Del Rei.

As alunas da oficina de trança puderam mostrar seu aprendizado tanto no cabelo das crianças como no de adultos. A estudante Roseli de Jesus (25), moradora do bairro Jardim Fortaleza, disse que já sabia trançar, pois observava atenta uma vizinha trançando cabelos diversos. “Fui convidada por uma colega para conhecer a oficina, percebi que poderia conhecer melhor esse universo profissional, pois agora sei que é uma área rentável vou me dedicar cada vez mais”, reforçou Roseli.

Aluna do Ponto de Cultura Pixaim (CUFA-MT) trançando o cabelo de criança atendida pela Creche Municipal
Aluna do Ponto de Cultura Pixaim (CUFA-MT) trançando o cabelo de criança atendida pela Creche Municipal

“Na atividade a presença das mães foi tímida. Acho que deveríamos propor uma atividade aos sábados ou até mesmo no domingo, pois muitas afirmam ter vontade de participar, mas trabalham no horário que acontecem essas ações”, afirmou a diretora da creche Rose Cléia Aparecida dos Santos (43), educadora e moradora do bairro Novo Milênio.

O Ponto de Cultura Pixaim é focado na valorização do patrimônio imaterial da mulher negra, acesso e fruição de bens culturais sociais bem como o incentivo à leitura. Também é focado na formação profissional e nos preceitos da Economia Solidária.

No Distrito de Chumbo, Município de Poconé, as ações Pixaim entraram em contato com a cultura Quilombola presente na localidade

Por Ederson Déka

Oficina de Leitura

O Ponto de Cultura Pixaim fez um retorno às nossas origens visitando no dia 07, sábado, o Distrito de Chumbo, no município de Poconé, onde é forte a presença da cultura afro, sendo ela um dos principais pilares da comunidade, esses que buscam sua identidade nos tradicionais Quilombos, que lembram a luta pela liberdade e aceitação de si e do outro, tendo como um dos seus maiores símbolos Zumbi dos Palmares.

Foi muito interessante esse intercâmbio cultural, pois tivemos a oportunidade de conhecer como está sendo feito o trabalho de organização da comunidade de Chumbo,compreender a valorização da cultura afro brasileira e também o resgate histórico do que é um Quilombo e qual o seu valor simbólico e, além disso,o que isso contribui para a aceitação da identidade cultural afro brasileira nessa localidade. O nosso envolvimento nessa ação foi uma troca gratificante”, comentou Karina Santiago, coordenadora de Projetos da CUFA Cuiabá.

Livro Pixaim foi apresentado a comunidade

A presença do Ponto de Cultura Pixaim (CUFA-MT) no Distrito de Chumbo foi proporcionada a convite de Iane Thé (43), integrante da equipe de agronegócios do Sebrae-MT. Ela disse que a CUFA trabalha com os mesmos preceitos do Sebrae, que diz respeito a empreendimentos visando empoderamento da comunidade onde ela está inserida, nesse processo de transformação produção de serviços. Iane reforça que: “Nós acreditamos que esse trabalho com a CUFA fortaleceu essa ação na comunidade, pois as atividades do Ponto de Cultura Pixaim e também a palestra sobre economia solidária foram ao encontro de todo trabalho desenvolvido na região”.

As atividades desenvolvidas no período matutino no Distrito de Chumbo foram oficinas de trança afro, coordenada pela ex-aluna do Ponto de Cultura Pixaim, a estudante Tatiane Amorim, leitura ministrada por uma das coordenadoras do Projeto Pixaim, Neusa Baptista e pelo professor Ederson Déka, que integra a equipe de Comunicação da CUFA-MT. E no período vespertino Karina Santiago proferiu uma palestra sobre Economia Solidária, onde discutiu o poder organizacional de uma comunidade e também a importância da sustentabilidade, onde participaram membros e articuladores de projetos desenvolvidos na localidade.

Na oficina de trança o desenvolvimento dos participantes foi impressionante”, destaca Tatiane Amorim (18). Ela foi aluna das oficinas de Trança do Ponto de Cultura Pixaim, realizadas no CECC (Centro Esportivo e Cultural CUFA Cuiabá), localizado no bairro São João Del Rei e, hoje contribui com o projeto coordenando oficinas de trança em Cuiabá e no interior do estado de Mato Grosso.

Sabia trançar, mas não desse jeito, no começo é um pouco difícil, mas depois pequei o jeito, com apenas essa oficina. Já havia visto tranças desse tipo apenas na televisão, tinha muita vontade de aprender, agora sei fazer trança afro vou divulgá-la na comunidade, pois sei que ela tem retorno financeiro”, ressaltou, animada, Silbaine Aparecida de Almeida Souza (19), moradora do Distrito de Chumbo.


Na oficina de leitura, o ponto alto foi a discussão do livro “Cabelo Ruim?”, de Neusa Baptista. Os participantes da Roda de leitura perguntaram à autora se a historia é pura ficção ou se foi baseada em fatos reais. Ela respondeu que a história é baseada na vida de todas as mulheres negras que sofrem preconceito em relação ao cabelo e também na sua vida, pois vem de uma família numerosa, onde 7 são mulheres que buscaram inúmeras soluções para o “cabelo ruim”.

Minhas irmãs e eu buscávamos a todo custo resolver o problema do nosso cabelo desde alisamentos com produtos caríssimos, que não resolviam nada, até a chapinha usando ferro quente, era um sofrimento, pois a cada dia tentávamos uma solução definitiva e ela nunca chegou. Diante disso, resolvi em 2006 escrever o livro contanto essa história de uma maneira simples, mas de forma muito reflexiva”, destacou Neusa Baptista.

A palestra de Karina Santiago foi marcada pela troca de experiência em um clima de tranqüilidade. Os participantes puderam conhecer o histórico da CUFA tanto em terras brasileiras como no exterior. Ela afirmou que a organização sólida de uma comunidade é o principal fator para o empoderamento, não só dos bens culturais, mas para proporcionar uma sustentabilidade local.

A Central Única das Favelas de Cuiabá levou suas ações para o Dia da Esperança, momento de troca e  de interação social

Por Ederson Déka

Alunos da Oficina de dança da CUFA e a atriz Caroline Figueiredo
Alunos da Oficina de dança da CUFA e a atriz Caroline Figueiredo

“Essa é primeira vez que o nosso grupo de Dança da CUFA faz uma apresentação fora do nosso bairro. Tenho certeza que nossa participação no evento chamará a atenção não somente da nossa família, mas também de pessoas que queiram ajudar o nosso projeto, valeu a pena todo esforço, ensaios diários e também a confiança do nosso professor que é extremamente dedicado”, comenta a estudante e aluna da oficina de Dança da CUFA, Aline dos Santos Ferreira (14), moradora do bairro São João Del Rei,onde está localizado o Centro Esportivo e Cultural (CECC) CUFA Cuiabá.

Aline foi uma das alunas de dança do curso oferecido no Centro Esportivo e Cultural da CUFA-MT que estiveram presentes no Dia da Esperança, evento realizado pela TV Centro América e pelo Instituto Cultural Flauta Mágica no último sábado (31). A ação foi em comemoração aos 25 anos do Criança Esperança, que é um projeto desenvolvido pela rede Globo de televisão em parceria com a Unesco.

Coral e Orquestra de flauta do Instituto Cultural Flauta Mágica
Coral e Orquestra de flauta do Instituto Cultural Flauta Mágica

O evento foi o primeiro Dia da Esperança realizado em Cuiabá, segundo Cícero Mariano, Gerente de Marketing da TVCA. Essa ação foi uma oportunidade de apresentar para os contribuintes do Criança Esperança da cidade, onde o seu dinheiro está sendo investido. Ele ainda ressaltou: “No Centro-Oeste, apenas Cuiabá e Brasília são contemplados pelo Criança Esperança,mas não é preciso as instituições se restringir a apoios como esse. Os empresários estão propensos a apoiar projetos,mas infelizmente algumas instituições pecam na elaboração e apresentação de projetos”.

A coordenadora de Projetos da CUFA-MT, Karina Santiago, se mostrou satisfeita com a participação da instituição no evento. Segundo ela, o Dia da Esperança foi para nossa organização um momento de troca, de interação e também de experiências, onde, além de apresentar os trabalhos sociais desenvolvidos no CECC, teve-se a oportunidade de ver as ações do Instituto Cultural Flauta Mágica, que mostraram para todos os participantes do evento que o caminho para o sucesso é o trabalho. “E nós da CUFA Cuiabá estamos sempre dispostos a participar de ações como essa,pois nossa intenção é contribuir para a transformação por meio da Cultura”.

Atriz Caroline Figueiredo recebeu de presente da CUFA Cuiabá o Kit pedagógico Pixaim
Atriz Caroline Figueiredo recebeu de presente da CUFA Cuiabá o Kit pedagógico Pixaim

No evento, a CUFA Cuiabá participou oferecendo oficinas que são desenvolvidas no CECC (Centro Esportivo e Cultural CUFA Cuiabá), localizado no bairro São João Del Rei. A oficina de leitura foi coordenada por Neusa Baptista; nela, adolescentes e crianças atendidos pelo projeto Flauta Mágica conheceram o livro “Cabelo Ruim?”, de sua autoria, e discutiram temas complexos como o preconceito racial e a auto-aceitação de forma divertida e leve.

Uma das oficinas que mais despertou interesse foi a de Dança, onde o professor Gleiberson Gandara (26) animou a juventude com um “aulão”, ensinando os princípios básicos do Axé e do Street Dance. Os alunos da Oficina de dança da CUFA também puderam mostrar seu trabalho, que é feito com muita dedicação. “Eles ensaiaram todos os dias, pois sabiam que esse evento é importante para nossa cidade, mas também é uma oportunidade para eles apresentar pela primeira vez fora do CECC e da nossa região de atuação, que é a região do Osmar Cabral”, comentou o professor Gleiberson.

Neusa Baptista coordenando a oficina de leitura
Neusa Baptista coordenando a oficina de leitura

Os participantes da oficina de dança ficaram impressionados com o talento e a desenvoltura não só do professor, mas também de seus alunos. Um dos que manifestaram sua opinião sobre o “aulão” foi o estudante de também membro da Orquestra de Flauta Genilton Braga (16) morador do bairro Jardim Vitória: “Gostei muito, pois tenho a cintura ‘dura’ e somente em alguns minutos consegui aprender os passos. No meu bairro, esses projetos da CUFA teriam um grande êxito, espero poder participar novamente de aulas como essa. ‘Show de bola’”.

As oficinas de trança também chamaram atenção dos participantes do evento. Essa oficina foi coordenada por Delânia Neris, instrutora das oficinas de trança do Ponto de Cultura Pixaim. Nessa ação ela apresentou para os participantes a diversidade estética proporcionado pela trança afro e despertou o interesse de muitos pelo curso.

Oficina de Trança Afro ministrada por Delânia Neres (Ponto de Cultura Pixaim-CUFA-MT)
Oficina de Trança Afro ministrada por Delânia Neres (Ponto de Cultura Pixaim-CUFA-MT)

A participação da CUFA Cuiabá nos eventos faz parte das iniciativas da instituição em promover o protagonismo, dar visibilidade e incentivar o acesso aos bens culturais tanto para os seus membros como os participantes dos seus projetos, pois o seu comprometimento é com a sociedade e é na Cultura que ela respalda todos os seus trabalhos.

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