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Posts Tagged ‘CUFA Cuiabá’

A gente fortalece pra ser fortalecido

Da esquerda para a direita: Ederson Déka, Yasmin,Samuel e Elberth

Hoje, Sábado, 16 às 14h, o Centro Esportivo e Cultural CUFA Cuiabá (CECC), localizado no bairro São João Del Rey, teve o prazer de receber  três (3) novos comunicadores: Yasmin Garcia (18), Elberth Costa (17) e Samuel de Oliveira (24), juntos integram agora a equipe de Comunicação da CUFA Cuiabá.

O mediador desta primeira reunião com estes novos comunicadores foi; Ederson Déka, professor e midialivrista da CUFA Cuiabá.

Impressões dos jovens

“Pra mim foi um prazer conhecer e começar a fazer parte dessa equipe, e assim adquirir experiências na área  da comunicação!”,disse a jovem Yasmin.

Elberth Costa comentou: ‘’ estou muito grato por ser um dos comunicadores desta instituição, pois  o nosso lema é:  A gente fortalece pra ser fortalecido’’.

“Entendo que Cuiabá é carente de pessoas interessadas em militar em prol da melhoria de nossa cultura,por isso, estamos juntos nessa luta, e atuar como comunicador será uma de minhas contribuições tanto para a CUFA Cuiabá quanto para a comunidade geral”, reforçou Samuel de Oliveira.

Quer ser também um comunicador?

Aqueles que tiverem o interesse de colaborar com a Equipe de Comunicação da CUFA Cuiabá é só entrar em contato conosco:

Fone: (65) 3667-0421

e-mail: favelacomunicacao@gmail.com

 

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O bonde não para…

Por Fernanda Quevedo

Encontro Nacional da CUFA 2009 em Porto Alegre - RS

Encontro Nacional da CUFA 2009 em Porto Alegre - RS

MV Bill e Nega Gizza são fundadores da CUFA – Central Única das Favelas – e agora passam a presidência e vice-presidência, respectivamente, para duas importantes figuras da instituição: Preto Zezé (CUFA-CE) e Karina Santiago (CUFA-MT), um fato histórico que acontecerá no dia 16/02 no Teatro José Alencar, em Fortaleza, Ceará.

Para este momento, alguns dos grandes parceiros da instituição já confirmaram presença, como é o caso de Luiz Horta Barbosa Erlanger, Diretor de Comunicação da TV Globo; Alexandre Padilha, Ministro da Saúde; Roberto Marinho, um dos diretores da Senaes (Secretaria Nacional da Economia Solidária), Ivana Bentes, diretora da Faculdade de Comunicação da UFRJ e Pablo Capilé, Articulador Nacional do Circuito Fora do Eixo.

São vários pontos em comum de todas estas pessoas entre que “passam a faixa” e os novos gestores da CUFA. Mv Bill e Preto Zezé começaram muito cedo a desenvolver importantes ações sociais pelo viés do Hip Hop. Ambos foram músicos e hoje são, além de ativistas, produtores culturais, escritores e documentaristas.

Preto Zezé
Preto Zezé

Já Nega Gizza e Karina Santiago são propulsoras de um movimento de mulheres dentro da instituição, que provocou a realização de dezenas de ações voltadas às mulheres do país, sempre conectando essas atividades com o esporte, a cultura, a moda e a política social.

Em comum, estas quatro pessoas têm a negritude, o amor pelo trabalho social, a origem periférica e carregam no peito o sentimento CUFA, cuja principal expressão é o trabalho social, a democratização do conhecimento e do poder. Tudo isso, feito com uma metodologia que está fora dos padrões acadêmicos: “Fazendo do Nosso Jeito!”

Preto Zezé é coordenador da base no Ceará e também articulador nacional de projetos e ações políticas da instituição. É responsável pelas primeiras ações da CUFA no âmbito da saúde pública, provocando e estimulando o debate acerca do crack, droga que têm devastado milhares de jovens em todo país, com o livro e documentário: Selva de Pedra – “A Fortaleza noiada”.

Karina Santiago
Karina Santiago

Ele é também um dos principais formadores de opinião e direcionador de ações no que se refere ao Hip Hop, esse concebido dentro da instituição como a principal ferramenta cultural, social e política, para o desenvolvimento humano das pessoas das favelas brasileiras, em especial jovens habitantes deste espaço.

Karina Santiago é coordenadora da CUFA Cuiabá, capital de Mato Grosso, e esteve presente na criação de um dos núcleos políticos e estratégicos de maior força da instituição: Núcleo de Mulheres Maria Maria. Karina delineou as diretrizes de trabalho do núcleo, onde definiu: “Maria Maria é um movimento de mulheres da CUFA, negras ou não, cujo objetivo é construir um projeto político e democrático dentro da instituição, contribuindo na organização do discurso, sobretudo das jovens das periferias, para que estas possam se estimular e participar do processo político de decisão e de ocupação de espaço”.

Para Preto Zezé a posse é o símbolo de uma revolução permanente que é expressa pelas ações de todo o coletivo. “Se hoje existisse uma metodologia de análise de indicadores de evolução, seria a CUFA, seriam as nossas vidas e os níveis de evolução. Falando de mim, basta medir na área pessoal, individual, econômica, social, políticas e de relacionamento. A CUFA não se alimenta da tragédia de nossa gente, ela se alimenta e se faz referencia pelo sucesso de nossas buscas, e elas são individuais, ao mesmo tempo coletivas, na medida em que nossas lideranças e nossos quadros vão sendo formadas e replicando possibilidades reais de revolução no seu cotidiano e nas suas comunidades”, afirma Zezé.

Encontro Nacional da CUFA 2008 em Brasília
Encontro Nacional da CUFA 2008 em Brasília

Para Karina Santiago, a posse significa, sobretudo a descentralização de poder, uma forte marca da CUFA, e também o reconhecimento da força política das ações realizadas em espaços considerados “fora do eixo”, como o Centro Oeste e o Nordeste.

“A CUFA começou, a mais de dez anos trás com as ações do Celso Athayde no Rio de Janeiro, região onde tudo o que acontece é visto por todo o país. Agora, neste momento em que o Bill e a Gizza democratizam as missões, sinaliza o reconhecimento do potencial da diversidade brasileira, já que todas as ações são pautadas na experiência de cada um, vivida em suas regiões. È também um marco que possibilita a descentralização de investimentos em ações sociais no Centro Oeste e no Nordeste”, afirma a vice –presidenta a ser empossada.

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Programa Escola Aberta da Escola Pe. Ernesto Camilo Barreto recebe o Projeto Pixaim com grande festa

Por Fernanda Quevedo

Grupo de dança da Escola Pe. Camilo Barreto

No ultimo sábado, a Caravana Pixaim esteve na belíssima escola Padre Ernesto Camilo Barreto, onde aos sábados acontecem as atividades do Programa Escola Aberta. Neste dia, a escola se preparou para receber o Projeto Pixaim, professores, alunos e a comunidade do Jardim Paulista que compareceu em peso, e juntos realizaram uma brilhante festa.

Foram realizados desfiles, apresentações de dança, sorteios de presentes para as mães, doação do livro “Cabelo Ruim” e o espetáculo teatral de mesmo título, apresentado pelo Grupo Tibanaré. A escola tem várias características peculiares, dentre elas, e é o que destaca a engajada Diretora Leuza Gomes Oliveira do Carmo, que atua na área há trinta anos: “A maioria dos alunos da escola é negra, e nem todos sabem disso. Por isso, trabalhamos a diversidade cultural de varias formas, para mudar a mentalidade dos alunos”.

Neusa Baptista entregando o livro "Cabelo Ruim" para diretora da escola Leuza Gomes

A diretora demonstra muito amor pelo que faz: “Já poderia ter me aposentado, mas continuo aqui, pois ainda temos muito trabalho pela frente. Minha família reclama que dou mais atenção à escola do que a eles. Porém, trabalhamos para que as pessoas, os nossos alunos possam entender que não são só as pessoas brancas que são bonitas. Cada um de nós tem uma beleza diferente e por isso o Projeto Pixaim dá certo com a nossa escola”.

A Escola Padre Ernesto demonstrou a importância da escola para a comunidade, não apenas como um espaço de aprendizado em sala de aula, mas de convivência e troca de informações e experiências cotidianas. Era evidente a alegria e o contentamento de mães, alunos, professores e outras pessoas da comunidade em estar ali, se divertindo e aprendendo.

A professora Lindomar de Brito e a sua filha

A Caravana Pixaim é capitaneada pelo núcleo Maria Maria da CUFA (Central Única das Favelas) e é patrocinado pelo Grupo André Maggi.

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O primeiro dia da Caravana aconteceu na Escola Estadual Alice Fontes, no Parque Cuiabá

Por Fernanda Quevedo

Alunos da escola estadual Alice Fontes

A Caravana do Projeto Pixaim já começou, e com muita emoção. A primeira escola a ser visitada pelo projeto foi a Alice Pinheiro Fontes, localizada no bairro Parque Cuiabá. A ação é capitaneada pelo Núcleo Maria Maria da CUFA-MT (Central Única das Favelas de Mato Grosso) e patrocinada pelo Grupo André Maggi, via Lei Rouanet. Cerca de trezentas crianças assistiram ao espetáculo “Cabelo Ruim”, encenado pelo Grupo de Teatro Tibanaré, que foi imensamente aplaudido pelas crianças. A Personagem Ritinha foi a que mais chamou a atenção.

Elas também assistiram aos vídeos do Projeto, e à demonstração de trança afro feita pela professora Delânia Neris, que ministra oficinas de tranças no Ponto de Cultura Pixaim. Mas não foi só assistindo que as crianças participaram. As alunas do 5º ano fizeram a apresentação de dança “Africas”, e as alunas do 6º e 7º apresentaram o espetáculo de dança “Axé”.

A atriz Hendy Assunção do Grupo Tibanaré no corpo da personagem Bia

As apresentações finalizam o trabalho “Africanidade” iniciado em sala de aula, segundo a professora de História Marluce de Andrade Silva. “A idéia é colocar a cultura afro em evidência, assim como o Projeto Pixaim. Ficamos muito felizes, pois trabalhos desta natureza são muito importantes. Acredito que 90% da população brasileira é negra”, comenta a orgulhosa professora.

Já a coordenadora Dalva Amaral Evangelista se sente orgulhosa pela Escola Alice Fontes ser a primeira a receber a caravana. “É uma grande oportunidade receber o Pixaim aqui”, ressalta. A coordenadora diz que a escola já realiza o trabalho “Africanidade” mas trabalhar pelo viés do cabelo é um conhecimento a mais.

Alunas disseram que aprenderam que os cabelos não são "ruins"

O livro “Cabelo Ruim” foi distribuído para escola e segundo a coordenadora permitirá que o conhecimento dos alunos sejam aumentado, já que os livros ficarão à disposição na biblioteca da escola. A distribuição dos livros vai ao encontro da aplicação da lei 10.639/03, a qual inclui de maneira obrigatória o ensino da cultura afro-brasileira nas escolas públicas de todo o País.

Quando questionada sobre a peça, e o conhecimento adquirido com ela, a aluna da 6ª série Bruna Rafaela, de 12 anos, responde sorridente e brincalhona, mostrando o cabelo da amiga Mayle Tereza, de 13 anos: “Que seu cabelo não é ruim!!!!”. Ela também diz que seria muito bom que o projeto passasse pela escola da sua irmã mais nova, pois “lá os meninos só brincam de falar que o nosso cabelo é feio, ruim e Bombril”.

Ritinha em cena

Calendário desta semana:
André Luis da Silva Reis, na Miguel Sutil (06/05);
Pascoal Moreira Cabral, no Jardim Universitário (07/05);
Ernesto Camilo Barreto, no Jardim Paulista (08/05).

+Acompanhe a Caravana em tempo real pelo Twitter do Projeto Pixaim

Mais fotos:


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