

A CUFA – Central Única das Favelas MT em parceria com o Fora do Eixo e com o apoio do Programa de Patrocínio Petrobrás Cultural, através da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura e Governo Federal, realiza na próxima semana o Observatório Fora do Eixo etapa Cuiabá. O evento acontece de 28 à 30 de Junho, na Casa do Parque, espaço cultural inaugurado recentemente em Cuiabá. Trata-se de três dias de mesas de debates, oficinas e um encerramento com apresentações musicais, tudo sendo transmitido ao vivo pela internet, pelo canal do Observatório Fora do Eixo no site Live Streaming.

O Observatório Fora do Eixo é um projeto de visa produzir ambientes propícios para realização de debates e oficinas relacionados a temas da atualidade, como inovações tecnológicas, sociedade, educação, mercado de trabalho, economia, entre outros. Todas as atividades contam com público presencial e com transmissão ao vivo pela internet. Este ano o projeto está sendo realizado em seis capitais brasileiras: Cuiabá será a última etapa; o evento já aconteceu também em São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Fortaleza e Manaus.
Em Cuiabá, a programação contará com nomes importantíssimos no cenário da comunicação brasileira: Ivana Bentes, Diretora da Escola de Comunicação da UFRJ, e Lino Bocchini, Redator-chefe da Revista Trip.
PROGRAMAÇÃO
28/06 – Quinta – feira
14h – 18h: Debate sobre propriedade privada, grilagem: Pinheirinho, Canaã, Todavida;
Participantes: Lino Bocchini, moradores de vilas, assentamentos e ocupações, militantes de movimentos sociais e estudantes de faculdades e escolas da rede pública e privada.
19h – 21h: Oficina de Produção Musical – A diferença do som gravado em estúdio e do som gravado ao vivo
Oficineiro: Markito DubWhite
29/06 – Sexta-Feira
14h – 18h: Pensamento Próprio – Debate sobre a escola
Participantes: Ivana Bentes, professores da rede pública do estado de MT e estudantes de faculdades e escolas da rede pública e privada.
30/06 – Sábado
8h – 12h: Oficina de Serigrafia
Oficineiro: Linha Dura
14h – 16h: Redes Socias e Inovação Digital (RP 2.0)
Oficineira: Elini Jaudy
19h – 22h: Vaudeville
Rapper Linha Dura e Engenho de Dentro e Ponto 6
+ Mostra de vídeos
CORPO DOCENTE

Ivana Bentes
Ivana Bentes é diretora da Escola de Comunicação da UFRJ, professora e pesquisadora da linha de Tecnologias da Comunicação e Estéticas do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFRJ, pesquisadora do CNPQ, coordenadora do projeto Midiarte e coordenadora do Pontão de Cultura Digital da ECO/UFRJ. É Doutora em Comunicação pela UFRJ, ensaísta do campo da Comunicação, Cultura e Novas Mídias.
Lino Bocchini

Lino Bocchini começou sua carreira nos jornais populares do grupo Folha (Folha da Tarde e Agora SP), onde teve diversos cargos, entre eles editor de Variedades, Economia e Geral. Passou pela Abril (área de criação de novas revistas), Prefeitura de São Paulo (análise de mídia para o governo Marta Suplicy), coordenou a imprensa da então candidata a reeleição Marta e 2004 e depois, fora da política foi para a editora Trip (por onde pasou por diversas publicações e há 3 anos é redator-chefe da revista Trip). Foi o único jornalista brasileiro a entrevistar Julian Assange (WikiLeaks) pessoalmente e mantém o blog Desculpe a Nossa Falha, onde conta a censura que sofreu da Folha por conta do blog de paródia fAlha de S.Paulo. Esse é o nome também do programa semanal que mantém na #posTV, projeto de streaming em parceria com o coletivo Fora do Eixo.

Linha Dura
Rapper Cuiabano engajado em movimento social e militante do Movimento Hip-Hop, desde o ano de 1996. Tem grande atuação em projetos sociais em Mato Grosso através da CUFA – Central Única das Favelas e vem estimulando ações sociais em Goiânia, Brasília, Mato Grosso do Sul e outras regiões fora do eixo. Sua bandeira é atuação social por meio do Hip Hop. Já realizou shows e dividiu palco com grupo paulista SNJ, Apocalipse 16, Racionais MC’s, MV Bill, Nega Gizza entre outros. Tem sob sua coordenação no Mato Grosso, entre outros projetos, o Projeto Pixaim, dentro do Núcleo Maria Maria, que trabalha a auto estima das mulheres negras, bem como constrói possibilidades de geração de renda com produção de camisas, artesanato, livros e produção de eventos.

Markito DubWhite
Estevão da Silva Campos, 25, profissionalmente conhecido como “Markito”, realizou diversos cursos no renomado Instituto de Áudio e Video, I.A.V, em 2005, como Áudio e Acústica Avançado, Mixagem, Efeitos Analógicos e Digitais, Áudio Digital, Linguagem Digital e Consoles Digitais. Já trabalhou como técnico de P.A. em diversos festivais e grandes eventos, como Carnaval – Taubaté 2005, Feira da Musica e Ecologia – Angra dos Reis 2005, Festival Casarão – Porto Velho 2009, Festival Varadouro – Acre 2009, Festival Porão do Rock – Argentina 2009, Planeta Terra – São Paulo 2009, entre outros. Foi técnico de som da banda Família Gangsters, de janeiro de 2008 a dezembro de 2009, e Macaco Bong desde setembro de 2009. É técnico do Raper Linha Dura desde setembro de 2010. Markito também trabalhou com grandes artistas brasileiros como Marco Ribas, Toninho Horta, Celso Pixinga e Sexteto do Jô, BNegão.
Elini Jaudy
Comunicóloga graduada em Publicidade e Marketing pela Universidade de Cuiabá (UNIC). Experiência em uma série de funções na área de vendas, marketing e planejamento estratégico e atendimento ao público, comércio eletrônico, produção gráfica, produção teatral, produção de vídeo, produção de moda, produção de eventos, promoção de vendas, produção das maiores festas do Estado de Mato Grosso, merchandising, mailing-list, ferramentas de comunicação e mídia.
A CASA DO PARQUE

Espaço inaugurado recentemente em Cuiabá, a Casa do Parque é destinada ao público que deseja ler livros, escutar música, apreciar obras de arte e participar de sessões de projeções especiais. Ela fica situada na rua Marechal Severiano de Queiroz, 455, no bairro Duque de Caxias, na entrada lateral do Parque Mãe Bonifácia. São 290 metros quadrados com biblioteca, auditório com capacidade para 70 pessoas, café bar, ambiente para exposições e eventos musicais. A proposta é proporcionar o incentivo e a difusão de manifestações artístico-intelectuais, promovendo e divulgando a produção cultural como uma ferramenta essencial à construção da identidade de Mato Grosso e do Brasil. Nesse momento, A Casa do Parque está sendo cenário de uma homenagem prá lá de especial ao escritor e pintor Ricardo Guilherme Dicke e aos mantenedores de sua obra.
CUFA – CENTRAL ÚNICA DAS FAVELAS
A CUFA – Central Única das Favelas, organização que está em todas as capitais brasileiras e em 17 outros países, tem como meta, além da oferecer qualificação profissional para jovens e adultos em situação de risco, criar tendências nas periferias no campo do audiovisual, moda, música, provocar o debate dos problemas sociais comuns na comunidade, inseri-los nas discussões de políticas públicas, formá-los cidadãos críticos na sociedade. Hoje a CUFA possui diversos empreendimentos que ajudam a qualificar jovens e criar oportunidades na região atendida, entre eles estão o Banco Aroeira, projeto de distribuição de microcréditos e circulação de moeda local, a fim de implementar novos conceitos no que tange a economia, na perspectiva solidária; a Sericufa, núcleo de serigrafia e criação de peças para lançamento de grifes na comunidade; e a estrutura de locação de equipamentos de som e luz, chamada Nova Guarda. Juntos esses projetos formam cerca de 60 profissionais por ano. A sede da CUFA se localiza no setor Polo V de Cuiabá, região do bairro Osmar Cabral, São João Del Rey, Novo Milênio, Santa Laura I, entre outros. São cerca de 30 mil habitantes na região. Tendo a formação como força motriz no estímulo de surgimento de novos atores nesse cenário, é que a CUFA – Central Única das Favela, em parceria com o Circuito Fora do Eixo, outra rede de coletivos culturais espalhados por mais de 100 cidades brasileiras, realiza, assim, o Observatório Fora do Eixo, etapa Cuiabá.
FORA DO EIXO
O Circuito Fora do Eixo é uma rede de trabalhos concebida por produtores culturais das regiões centro-oeste, norte e sul no final de 2005. Começou com uma parceria entre produtores das cidades de Cuiabá (MT), Rio Branco (AC), Uberlândia (MG) e Londrina (PR), que queriam estimular a circulação de bandas, o intercâmbio de tecnologia de produção e o escoamento de produtos nesta rota, desde então batizada de “Circuito Fora do Eixo”. A rede cresceu e as relações de mercado se tornaram ainda mais favoráveis às pequenas iniciativas do setor da música, já que os novos desafios da indústria fonográfica em função da facilidade de acesso à qualquer informação criou solo ainda mais fértil para os pequenos empreendimentos, especialmente àqueles com características mais cooperativas. Hoje a rede está dividida em regionais, facilitando o fluxo da informação. Iniciativas como o Cubo Card, de Cuiabá, ou os festivais que se proliferavam em toda a rede mostraram ser possível produzir em escala auto-sustentável, pautando-se sobretudo no contato direto com produtores de outros estados, através de uma rede de informações e sob uma lógica da união de pequenos em prol de grandes ações. Outras iniciativas como o Grito Rock América do Sul, que já vem demonstrando avanço nas relações com a América Latina (Em 2010, das 74 cidades participantes, 4 são de cidades provenientes da Argentina, Bolívia e Uruguai) e também o Festival Fora do Eixo, que em 2011 foi mais uma vez capitaneado em São Paulo, o maior centro logístico do país.


